Obstipação: a fruta e os legumes na dieta infantil

novembro 06, 2015

Happy little girl as a chef preparing vegetables for cooking - isolated

Nos primeiros meses de vida, devido à imaturidade do sistema digestivo mas também ao elevado teor de ferro que se encontra nos leites de fórmula, é comum verificar-se que o Bebé tem dificuldades, por vezes bem sérias, em evacuar. Estes episódios, por vezes dolorosos, podem ser minimizados, sempre que possível, recorrendo diariamente à pontinha do termómetro para que as fezes não fiquem demasiado desidratadas e, para uma saudável manutenção, promover o mais possível, o consumo de fruta e legumes, dentro das respectivas especificidades nutricionais e, respeitando sempre, as indicações do pediatra.

Por outro lado, um dos temas mais pertinentes que tenho insistido um pouco neste Blog é a necessidade de começar, desde bem cedo, a vencer as reacções de recusa que as crianças manifestam ao experimentar o sabor ácido dos legumes e também da fruta, sobretudo se consumidas no estado crú. Afinal, esta recusa do Bebé ao sabor ácido é um processo normal de adaptação alimentar. Os Pais, e outras pessoas responsáveis pela alimentação infantil devem estar sensibilizados para esta resistência e trabalhar, tanto quanto possível, a rotatividade destes alimentos ácidos mas também as formas variadas com que devem ser apresentadas, permitindo deste modo, instigar o interesse infantil… Mas lembre-se: este processo é demorado e quanto mais cedo começar, e quanto mais dinâmica for, mais depressa atingirá o êxito. E de preferência que o hábito de consumir legumes, e fruta crua, esteja bem implementado, antes da criança se tornar mais selectiva, o que acontece por volta dos 12-18 meses, e poderá então comprometer a exposição contínua destes alimentos.

Mas se devemos ter bem presente esta rotatividade, assídua ao longo do dia para promover o bom trânsito intestinal, por outro lado é importante estar atento a um plano alimentar desactualizado que possa comprometer a diversificação alimentar, restringindo não só o aporte nutricional mas também a educação alimentar, e consequente evolução sensorial, do Bebé.

Mas, de novo se pede atenção, e os Pais devem vigiar a qualidade destes alimentos, preferindo os produzidos de modo biológico, se a eles têm acesso, e na negativa, preferir a produção da época, com maior valor nutricional e mais barata também. No caso de terem acesso aos produtos biológicos, ou de produção integrada, devem favoravelmente oferecer com casca, já que neste constituinte se encontra a maior quantidade de fibra que ajuda o intestino mas também a maior parcela de vitaminas. Salvaguarda-se, contudo, que a casca pode ser de difícil digestão pelo que deve ser oferecida em pequena quantidade, sobretudo nas idades mais precoces, e ir aumentando gradualmente à medida que o Bebé cresce.

Na diversificação alimentar, e cumprindo as especificações nutricionais de cada faixa etária, considero ainda importante salientar a importância de comprar fruta/legumes da época, que além das vantagens citadas, apresenta ainda um menor teor de fertilizantes adicionados, aspecto que merece um cuidado especial dado que frequentemente os pais relacionam eventuais episódios de alergia, ou até um desarranjo intestinal, quando de facto a criança se ressentiu mas com o aporte químico que estes tipos de alimentos podem veicular…

A Observação SilenciosaDia Nacional do Amigo da Marinha do Brasil