O que fazer quando seus filhos dizem “Eu te odeio”

  • Nós nos sacrificamos por nossos filhos desde antes de nascerem. Nós os amamos com todo nosso coração. Passamos por todas aquelas situações difíceis como a gravidez e seus enjoos, o parto, as noites em claro, as viroses, trabalhamos para prover-lhes e muito mais. Fazemos tudo por eles e de repente ouvimos de suas bocas: “Eu te odeio” ou “Eu quero que você morra”. É um duro golpe, que corta fundo na carne. Aí nos perguntamos: “O que fiz para merecer isso”?Porém, essa dor pode ser amenizada se “estudarmos” um pouco a situação. Tentar compreender as razões por trás de tal expressão e porque dói tanto.

    A dor certamente vem da expectativa que os pais criam em relação aos filhos. “Eu me sacrifiquei tanto por eles, certamente eles serão gratos e devedores.” Ledo engano. A probabilidade real é que os filhos sintam que não devem nada a seus pais. E na maioria das vezes quando dizem “eu te odeio”, não devemos levar isso de maneira pessoal.

    Ao falar dessa maneira eles estão tentando expressar um problema que não sabem como resolver ou estão irritados, nervosos a respeito de algo específico que lhes acontece e está causando desconforto. Então eles descarregam nos pais sua tensão como meio de expressar tais sentimentos, porque somos aqueles que mais os amam no mundo. Eles experimentam ferir em um âmbito seguro. Reagir no mesmo nível mostra que os pais foram atingidos, o que lhes dá poder e perpetua o comportamento.

    A mestra em Educação Sara Bean alerta que “reagir ao que seu filho diz por estar com raiva ou chateado é normal, afinal, você é apenas humano. Enquanto uma reação emocional é natural muitas vezes leva a escolhas ineficazes.”

    Segundo a professora, as melhores atitudes seriam:

  • 1. Mantenha a calma

    Respire fundo, conte até 10 antes de dizer qualquer coisa. Não responda ao insulto com outro insulto, pois isso só ensinará ao seu filho que a maneira de lidar com um ataque é contra-atacar.

  • 2. Preste atenção à sua linguagem não verbal

    Sua linguagem não verbal são suas expressões faciais, físicas, o tom e o volume de voz. Evite cruzar os braços (autoproteção, defesa), colocar as mãos no quadril (atitude agressiva) ou falar rápido demais. Não grite e mantenha sua expressão facial a mais neutra possível. Seu autocontrole irá ensinar mais a seus filhos que suas palavras ou atos.

  • 3. Mantenha sua resposta verbal direta e breve

    Quando a ofensa vem por uma tarefa que seu filho não quer fazer, apenas diga: “Sinto muito que você me odeia, mas você ainda tem que arrumar o seu quarto”. Ou se for por um horário estabelecido de chegar em casa: “Que pena que você odeia morar aqui, mas morando aqui vai ter que chegar no horário estabelecido”. Esse tipo de resposta diz diretamente a seu filho que a ofensa foi ouvida, entendida, mas que não surtiu o efeito esperado. Ou seja, não funcionou, o que tenderá a eliminar tal comportamento. Se a ofensa veio porque você não deu algo que seu filho quer ou disse um não, mantenha suas decisões.

  • 4. Afaste-se temporariamente

    Se ficar difícil se controlar, se as emoções estão transbordando, afaste-se momentaneamente. Dedique-se a alguma tarefa que possa trazer calma, ande um pouco. Afastar-se, mostrará ao seu filho que você está no comando tanto de si mesmo quanto da situação. Se desejar converse com seu filho mais tarde quando os ânimos estiverem mais apaziguados.

  • 5. Preste atenção ao que seu filho diz

    A professora ainda alerta que existe uma grande diferença entre seu filho dizer; “Eu quero que você morra” e “eu vou matar você”. Segundo ela se seu filho faz afirmações em tom de ameaça como essa, você deve imediatamente procurar ajuda profissional com um pediatra e ou psiquiatra.

    Fonte: https://familia.com.br/9177/o-que-fazer-quando-seus-filhos-dizem-eu-te-odeio

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